Phishing: Proteja Seus Dados! Como Reconhecer e Evitar Golpes de Links, E-mails e SMS

01 dez, 2025

O mundo digital trouxe inúmeras facilidades, mas também abriu portas para novas ameaças. Entre elas, o phishing se destaca como um dos golpes mais comuns e perigosos, visando roubar seus dados pessoais, financeiros e até mesmo sua identidade. No Explica Lei, nosso objetivo é informar e proteger você.

Neste guia completo, você aprenderá a reconhecer as táticas utilizadas pelos golpistas, a se proteger de links, e-mails e SMS maliciosos e o que fazer caso seja vítima. Mantenha-se informado para navegar com segurança.

Phishing: golpe.

O que é phishing e por que ele é perigoso?

Phishing é uma técnica de fraude online onde criminosos tentam “pescar” suas informações confidenciais. Eles se disfarçam de entidades confiáveis, como bancos, empresas de cartão de crédito, serviços de e-mail, redes sociais ou até mesmo órgãos governamentais.

O objetivo é enganar você para que revele dados sensíveis, como senhas, números de cartão de crédito, informações bancárias ou CPF. A palavra “phishing” vem de “fishing” (pescar em inglês), ilustrando a ideia de lançar uma isca para capturar informações.

Este tipo de golpe é perigoso porque explora a confiança das pessoas e a semelhança com comunicações legítimas. Uma vez que os golpistas obtêm seus dados, eles podem realizar compras indevidas, esvaziar suas contas bancárias ou até mesmo cometer outros crimes em seu nome.

Como o phishing atua: táticas comuns dos golpistas

Os criminosos utilizam diversas abordagens para aplicar o phishing. A mais comum é através de e-mails, mas o golpe também pode se manifestar via SMS, mensagens em aplicativos de comunicação e até em redes sociais. Eles usam engenharia social para manipular suas emoções.

Geralmente, os golpistas criam um senso de urgência ou medo, informando sobre supostas irregularidades na conta, prêmios inesperados, dívidas não existentes ou problemas com entregas. Tudo isso para que você clique em um link ou forneça dados sem pensar criticamente.

É crucial entender que a maioria das instituições financeiras e empresas legítimas não solicita dados sensíveis por e-mail ou SMS. Sempre desconfie de pedidos inesperados ou muito apelativos.

Sinais de alerta: como identificar um e-mail ou SMS de phishing

Identificar um e-mail ou SMS de phishing pode salvar seus dados. Os golpistas geralmente cometem alguns erros ou usam táticas específicas que os denunciam. Fique atento a esses sinais:

  • Remetente suspeito: o endereço de e-mail pode ser parecido com o original, mas com pequenas variações (ex: “bancodobr@gmail.com” ao invés de “bancodobrasil.com.br”). Verifique sempre o domínio.
  • Erros de português: textos com erros de gramática, ortografia ou formatação são um forte indicativo de fraude. Instituições sérias revisam suas comunicações.
  • Mensagens genéricas: e-mails que começam com “Prezado Cliente” ou “Caro Usuário” em vez de seu nome completo podem ser um golpe. Bancos e empresas geralmente personalizam as mensagens.
  • Senso de urgência extremo: avisos de que sua conta será bloqueada ou que você perderá um prêmio se não agir imediatamente. Essa pressão é uma tática para que você não verifique a autenticidade.
  • Anexos suspeitos: nunca abra anexos de remetentes desconhecidos ou que pareçam estranhos, mesmo que a mensagem seja convincente. Eles podem conter vírus ou malwares.

Links maliciosos: a armadilha escondida em textos e botões

Um dos principais vetores do phishing são os links maliciosos. O golpista insere um link no e-mail, SMS ou mensagem que parece levar a um site legítimo, mas na verdade redireciona você para uma página falsa controlada por ele.

Essa página falsa é idêntica à original, com o mesmo layout e cores, para que você insira suas informações de login. No entanto, ao fazer isso, você estará entregando seus dados diretamente aos criminosos.

Como identificar: Antes de clicar em qualquer link, passe o mouse sobre ele (sem clicar) e observe o endereço que aparece na parte inferior da tela ou em uma pequena caixa. Se o endereço não corresponder ao site oficial da instituição (ex: “link.phishing.com” em vez de “banco.com.br”), não clique!

Phishing no whatsApp e redes sociais: o que você precisa saber

O phishing não se limita a e-mails. Com a popularidade do WhatsApp e das redes sociais, os golpistas expandiram suas táticas. É comum receber mensagens de supostos sorteios, promoções exclusivas ou pedidos de ajuda de amigos em apuros.

Essas mensagens podem conter links que, ao serem clicados, instalam softwares maliciosos ou levam a páginas falsas para roubar suas credenciais. O famoso “golpe do WhatsApp clonado” é uma variação, onde o criminoso se passa por você para pedir dinheiro a seus contatos.

Sempre desconfie de promoções boas demais para ser verdade. Antes de clicar em links ou responder a pedidos de ajuda financeira de conhecidos, confirme a informação por outro canal (ligue para a pessoa, por exemplo).

Phishing é crime? O que diz a lei brasileira

Sim, o phishing é crime no Brasil e suas vítimas têm direitos assegurados. As ações dos golpistas podem se enquadrar em diversos tipos penais, dependendo da forma como o crime é executado e dos prejuízos causados.

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), Lei nº 13.709/2018, protege o tratamento de dados pessoais. O phishing, ao coletar dados sem consentimento e com finalidade ilícita, viola os princípios da LGPD.

Além disso, os golpistas podem ser enquadrados em crimes como estelionato (art. 171 do Código Penal), furto mediante fraude (art. 155, § 4º, II, do Código Penal) e invasão de dispositivo informático (art. 154-A do Código Penal). A Lei Carolina Dieckmann (Lei nº 12.737/2012) também tipifica crimes cibernéticos.

As consequências de clicar em um link falso ou fornecer dados

Cair em um golpe de phishing pode ter consequências devastadoras. O roubo de dados pessoais pode levar a prejuízos financeiros significativos, como esvaziamento de contas bancárias, compras indevidas no cartão de crédito e contratação de empréstimos em seu nome.

Além das perdas financeiras, suas informações podem ser usadas para roubo de identidade, resultando em problemas com órgãos de proteção ao crédito. O dano à sua reputação e o estresse emocional também são consequências comuns. A prevenção é a melhor forma de evitar essas dores de cabeça.

Dicas essenciais para se proteger do phishing: um passo a passo preventivo

Proteger-se do phishing exige vigilância e adoção de algumas práticas simples. Siga este passo a passo para aumentar sua segurança online:

  1. Verifique o remetente: sempre examine cuidadosamente o endereço de e-mail ou número de telefone. Pequenas diferenças podem indicar um golpe.
  1. Passe o mouse sobre os links: antes de clicar, verifique o URL real. Se o endereço não for o oficial, não clique. Em dispositivos móveis, você pode pressionar e segurar o link para ver o URL.
  1. Não compartilhe dados sensíveis: instituições financeiras e empresas legítimas nunca pedem senhas, números de cartão ou outros dados confidenciais por e-mail ou SMS.
  1. Use autenticação de dois fatores (2FA): ative o 2FA em todas as suas contas importantes (e-mail, bancos, redes sociais). Isso adiciona uma camada extra de segurança, dificultando o acesso de golpistas mesmo que tenham sua senha.
  1. Mantenha softwares atualizados: use antivírus e firewall. Mantenha seu sistema operacional, navegador e aplicativos sempre atualizados para corrigir falhas de segurança.
  1. Desconfie de ofertas milagrosas: se algo parece bom demais para ser verdade, provavelmente é um golpe. Não se deixe levar pela emoção ou pelo senso de urgência.
  1. Acesse sites digitanto o endereço: em vez de clicar em links recebidos, digite o endereço do site oficial diretamente no seu navegador, especialmente para bancos e e-commerce.

Fui vítima de phishing: quais medidas legais devo tomar?

Se você suspeita que caiu em um golpe de phishing, é fundamental agir rapidamente para minimizar os danos.

  1. Troque todas as suas senhas: imediatamente, altere as senhas de todas as contas que você acredita terem sido comprometidas, especialmente e-mail e banco.
  1. Contate seu banco e administradoras de cartão: informe sobre o ocorrido para bloquear cartões e contestar transações não reconhecidas. Eles poderão orientá-lo sobre os próximos passos.
  1. Registre um boletim de ocorrência (B.O.): faça um B.O. online ou em uma delegacia de polícia. Isso é crucial para formalizar a denúncia e iniciar uma investigação. Guarde o número do B.O.
  1. Reúna provas: salve screenshots, e-mails, mensagens e qualquer outra evidência do golpe. Essas informações serão importantes para a investigação e para eventuais ações legais.
  1. Monitore suas contas: fique atento a qualquer atividade incomum em suas contas bancárias, extratos de cartão e relatórios de crédito.
  1. Busque orientação jurídica: se houve prejuízos financeiros significativos ou uso indevido de seus dados, consulte um advogado especializado em direito digital. Ele poderá analisar seu caso e indicar as melhores ações judiciais para buscar reparação.

Perguntas frequentes (FAQ) sobre phishing

O que é “spear phishing”?

É uma forma mais direcionada de phishing, onde o golpista pesquisa sobre a vítima para personalizar a mensagem e torná-la mais crível. Pode se passar por um colega de trabalho, chefe ou alguém conhecido.

Posso ser responsabilizado se meu computador for usado para phishing?

Se você não tinha conhecimento da ação e seu computador foi invadido por um malware, por exemplo, a responsabilidade penal geralmente recai sobre o invasor. No entanto, é sua responsabilidade manter seus sistemas protegidos.

Meu banco deve me indenizar se eu cair em um golpe de phishing?

A responsabilidade do banco é um tema complexo. Em muitos casos, se houver falha na segurança do banco ou se a fraude for muito sofisticada e difícil de detectar pelo cliente, o banco pode ser responsabilizado. É fundamental buscar orientação jurídica. [link interno: Responsabilidade de Bancos em Fraudes].

Como reportar um caso de phishing?

Você pode reportar e-mails de phishing para a equipe de segurança do seu provedor de e-mail (ex: Gmail, Outlook). Para casos mais graves, especialmente com prejuízos, o Boletim de Ocorrência é o caminho legal.

Qual a diferença entre phishing e spoofing?

Spoofing é a técnica de mascarar a identidade do remetente (fazer parecer que a mensagem veio de uma fonte legítima). O phishing é o golpe em si que utiliza o spoofing, entre outras táticas, para enganar a vítima e roubar seus dados.

Conclusão

O phishing é uma ameaça digital constante, mas com informação e vigilância, é possível se proteger. Lembre-se que a prevenção é sua melhor defesa. Ao desconfiar de mensagens inesperadas, verificar links e adotar práticas de segurança digital, você estará um passo à frente dos golpistas. Se, infelizmente, você cair em um golpe, saiba que existem medidas legais a serem tomadas para buscar seus direitos e minimizar os danos. Mantenha-se informado com o “Explica Lei” e navegue com segurança.

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